Hellboy – Sementes da Destruição

O primeiro passo

Foi exatamente no encadernado Hellboy – Sementes da Destruição, da publicação da Mythos Editora, que resolvi conhecer melhor esse personagem que há muito tempo ouvia falar. Criação do mestre Mike Mignola através do selo da Dark Horse. Hellboy surge num mundo próprio, marcado não somente pela arte inconfundível de seu criador, mas como protagonista de uma história que só depois fui perceber a dimensão.

Capa antiga

Uma origem peculiar

Em Sementes da Destruição somos apresentados às origens de Hellboy – ou pelo menos do dia zero em que começou a caminhar sobre a Terra. Sua aparição se dá em meio a um ritual orquestrado pelo vilão Rasputim (sim, o mesmo mago russo que atendia à família do Czar) em uma associação nefasta permeada de nazistas, na virada de 23 para 24 de dezembro de 1944 em East Bromwich, Inglaterra.

Por um acaso do destino, apesar do ritual funcionar, o jovem demônio não surge para Rasputim e sim para outra pessoa que se encontra nas redondezas, Trevor Bruttenholm. Esse encontro conecta o destino de Hellboy à toda sua trajetória. 

Ganchos para o futuro

Inevitavelmente muitas perguntas surgem para nós, leitores. A algumas são dadas respostas, já outras provocam dúvidas que criam um completo mistério. Evito aqui trazer qualquer tipo de spoiler ao amigo leitor, mas vale lembrar quanto esta revista é importante para entendermos o personagem. Nela são apresentados muitos aliados do protagonista bem como seus inimigos, principalmente os sobrenaturais. Os veremos por muitos e muitos encadernados à frente e todos deixam sua marca no querido Vermelho, como Hellboy é carinhosamente chamado pelos colegas.

Enquanto escrevia esta resenha, fiz uma releitura do volume e senti a mesma atmosfera mística me envolver ao ler histórias do Hellboy. Mais uma vez me peguei imaginando os muitos caminhos que a história nos conduz. Não posso esconder que sou fã do personagem, mas como não ser? Ele é carismático e, por trás do seu enorme tamanho e brutalidade, esconde um coração bom e um amigo fiel. Para nós, leitores, fica sempre a pequena dúvida de quando ele se corromperá definitivamente! Além de tudo  Mignola, mestre criador do nosso Vermelho, desenha muito bem e soma sua arte aos seus argumentos muito bem construídos. Percebermos a influência lovecraftniana na história, que escorre forte, na dedicatória do volume:

Glossários – um show à parte

Vale destacar que todo volume do Hellboy possui um glossário riquíssimo em informação adicional como fontes históricas ou origens de determinado termo, pessoa ou lugar. Leia! Tais informações ajudarão demais a entender como a história é embasada em lendas e mitologia, muitas completamente desconhecidas do brasileiro, por serem regionais. Além disso sempre temos uma ou duas historietas bônus, rascunhos e estudos de desenho dos personagens sem falar do material escrito como entrevistas e depoimentos que mostram os bastidores dos vários encontros de Mignola com outros desenhistas e roteiristas. É muito legal poder entender como tudo surgiu.

Esses são elementos incríveis reunidos em um quadrinho muito bem pensado. Ganhou facilmente minha atenção e angariou uma legião de fãs mundo afora.

Dos quadrinhos para o mundo

Hellboy foi criado em 1991 e, eu mesmo, só fui me aventurar no mundo dele mais de uma década e meia após sua idealização. Em 2004 é lançado o filme Hellboy dirigido por Guillermo del Toro (o que não é para qualquer um) e estrelado por Ron Perlman, John Hurt e Selma Blair, entre outros atores. 

Em 2008 temos uma continuação cinematográfica com Hellboy II: O Exército Dourado, sequência que acabou cancelada. Um reboot da história acontece em 2019 intitulada novamente como Hellboy e dirigida por Neil Marshall e estrelada por David Harbour e Milla Jovovich dentre outros atores.

Além da filmografia, Hellboy gerou spin-offs em quadrinhos de sua história com personagens muito bons como os agentes do BPRD, Frankenstein, Abe Sapien e alguns outros, provando o quanto o mundo do personagem é vasto e rico.

Olho novamente o encadernado e penso se Mignola previu todos os caminhos que seu personagem iria alcançar. Provavelmente não.

Um personagem para ser apreciado

Hellboy é sem dúvida alguma um personagem que possui sua história muito bem escrita e já se encontra no rol dos personagens icônicos. Que tenhamos mais e mais de suas aventuras tão cheias de cultura e influências como as que pude ler nestes quinze anos!

Se pretende começar a ler Hellboy, este encadernado é o seu primeiro passo. Uma opção é o Hellboy Omnibus Volume 1. Sementes Da Destruição que concentra este encadernado e mais algumas histórias, lançado recentemente.

Espero que sua leitura seja tão mágica e espetacular quanto foi a minha.

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11 comentários em “Hellboy – Sementes da Destruição

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  1. Excelente texto. Também fui conhecer melhor o Hellboy recentemente, com essa revista inclusive! Fiquei muito impressionado, pois não esperava um personagem tão interessante.

  2. Muito boa a matéria sobre Hellboy! Acho que é um dos personagens mais densos de comics! Tenho Hellboy: a morte de Hellboy e é incrível a dualidade que o perturbada entre o precursor do apocalipse ou salvador da humanidade. Sou fã! Mas confesso que não curti muito a adaptação para cinema, criei um hype alto por ser o del Toro na direção. Gárgula, e Spawn, curte?

  3. A arte do Mignola é algo complemente diferente. Sou apaixonado por ela desde Odisseia Cósmica da DC.
    Hellboy realmente é sua obra máxima, obrigado pela chance de poder reler isso depois de tanto tempo!

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