Hex, de Thomas Olde Heuvelt

Um livro da Bienal

Tinha apenas ouvido alguns poucos e positivos elogios sobre Hex, do escritor holandês Thomas Olde Heuvelt, publicado no Brasil pela DarkSide Books, com tradução de Fábio Fernandes. Comprei a obra na Bienal do Livro de 2019 e ela ficou ali parada, esperando sua vez.

Hex - Thomas Olde Hevelt - DarkSide Books - Canto do Gárgula
Hex – Thomas Olde Hevelt – DarkSide Books

O momento de sua leitura aconteceu durante o mês de outubro de 2019, devido às festividades do Halloween, quando entrei em uma maratona de leitura chamada Darklytona. Foram elencados alguns quesitos pelos organizadores, onde você ia encaixando vários títulos que desejava ler e o objetivo era completar a leitura de todos os títulos que me propus a ler naquele mês. Hex aloquei no objetivo de ler um livro da DarkSide. Foi realmente uma brincadeira bastante lúdica, que reuniu muita gente legal em torno do hábito de ler. Vale ressaltar que cumpri meus objetivos, sendo muito bom participar e conhecer muita gente boa. 

Mas voltando a Hex, quando chegou sua vez, sabia somente que este era um livro moderno, bem como uma bruxa presente na história. Essa é a típica ignorância benéfica. Como é bom saber pouco sobre as histórias para que elas causem seu impacto mais certeiro.

Resumo da história

Quem nos acompanha sabe, não damos spoilers por aqui. Até porque Hex é uma experiência única e deve ser saboreado do início ao fim. Devo apenas alertar, que acredito mais na palavra devorar dada a intensidade do livro. (risos)

Hex - Thomas Olde Hevelt - DarkSide Books - Canto do Gárgula
Hex – Thomas Olde Hevelt – DarkSide Books

A história se passa na pequena e isolada cidade americana de Black Spring. Uma cidade como qualquer outra tendo apenas como diferencial o fato de ter sido palco do julgamento, condenação e execução da bruxa Katherine van Wyler no ano de 1664. Se pensarmos bem ela ainda perde para Salem (risos), mas aí que a coisa melhora (ou deveria ser – piora?). A cidade mantém um segredo guardado a sete chaves da opinião pública americana e mundial: sua bruxa continua a vagar sem rumo pela cidade, acorrentada e com os olhos e bocas costurados, como no dia de sua execução. Se isso já não fosse completamente diferente, os cidadãos da cidade controlam suas aparições pelo HEXapp, conseguindo assim manter sua indesejada moradora longe das vistas de forasteiros.

Resenha

Nesse cenário completamente inesperado, somos catapultados em uma reflexão absurdamente atual sobre a humanidade. O autor consegue trabalhar com o medo constante e como ele altera as percepções humanas levando os indivíduos a cometerem as piores escolhas por mais que tenhamos total noção de serem as mais nefastas. Isso cria uma ponte direta com o mundo atual, onde o discurso do medo e da mentira tem criado raízes profundas. A bruxa ali é apenas a alegoria de um mal que todos acabamos carregando em si.

Hex nos lembra que sempre caberá a nós as escolhas e assim somos os responsáveis em igual intensidade pelas renúncias que optamos. O autor toca em pontos chave da imaturidade humana. Fica nítido que, estejamos no século XVII ou no século XXI, somos os mesmos moradores toscos de vilas atrasadas, guiados por lendas, misticismo e achismos. Basta o medo imperar que a frágil casca de nossa civilização racha e quebra, nos revelando animais completamente diferentes das enceradas máscaras sociais que usamos sem pensar.

Um livro a ser lido.
Um tema a ser pensado.
Um horror ao alcance de todos.

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