O Retrato de Dorian Gray

Diminuindo meu débito de leitura

Mantenho uma lista particular de débitos de leitura com vários títulos que ainda não li e que acredito, deveria ler. O livro O Retrato de Dorian Gray, do escritor Oscar Wilde, um clássico da literatura mundial, estava nessa lista.

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde - Editora Penguin - Canto do Gárgula
O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde – Editora Penguin

Não é um livro fácil de ler ou pelo menos para mim não foi. Em vários momentos foi enfadonho, em outros muito bom. Mesmo assim segui até seu final, que é maravilhoso, poético e assustador.

Eu li o exemplar da Editora Penguin, que é um selo de clássicos da Companhia das Letras, com tradução de Paulo Schiller. Existem várias outras publicações dessa obra então você poderá escolher a que melhor lhe convém.

O eterno e o real

Dorian Gray personaliza uma perfeição juvenil, eterna em suas formas, belo ao extremo, impossível de ser contrariado. Sua personalidade ganha em vários momentos tons surreais e divinos, que escondem suas reais mazelas de caráter.

Seu quadro encerra a sua alma, enquanto seu corpo se mantém jovem, eterno e perfeito. Seus segredos sórdidos viram pinceladas nefastas e horrendas, advindas do sobrenatural através de um pacto sutil, realizado no exato momento em que Dorian constata a perfeição de sua imagem na tela recém pintada.

Nesse momento ele também se percebe real, finito e limitado fora dela. Obviamente ele rejeita essa ideia. O protagonista e seu quadro refletem essa ilusão juvenil da eternidade em conflito constante com o tempo, que nunca para.

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde - Editora Penguin - Canto do Gárgula
O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde – Editora Penguin

Essa reflexão entretanto extrapola, utilizando o horror através da alma decrépita que reside no quadro, enquanto seu corpo não envelhece. Na história isso confere ao personagem uma estranha aura imortal.

Apesar da ilusão inicial gerada o vazio de Gray só aumenta com o tempo. Ele acaba sendo obrigado a refletir até quando poderá realmente fugir de si mesmo e de seu quadro?

Conclusões finais

Após a leitura percebo como as reflexões desse livro se mantém atuais. Podemos traçar paralelos da história (terminada em 1891) com os usuários das redes sociais dos dias de hoje.

Através de seus avatares mostram só o que é belo e perfeito em suas vidas. Ao mesmo tempo se escondem atrás de seus celulares onde convivem com as marcas de suas escolhas, falhas e erros, na vida real. Se tornam Dorians enquanto conectados e precisam ainda conviver com seus quadros horríveis enquanto desconectados.

Não devemos nunca esquecer de Dorian Gray e seu quadro. Ambos evocam uma pergunta terrível que cabe à você responder apenas para si:

Como estaria a pintura do seu quadro exatamente agora?

Boa leitura!

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