Sírius, de Larissa Prado

Chegando ao Hotel

A leitura de Sirius, livro de Larissa Prado, passou como a tempestade, que se pronunciou aos poucos e se abateu sobre aquela estranha ilha. A cada página sentimos o clima mudar para mostrar que algo de estranho acontece naquele lugar.

Sirius - Larissa Prado - Editora Skull - Canto do Gárgula
Sirius – Larissa Prado – Editora Skull

Mas os ventos são assim, passam e seguem. Só os mais atentos percebem as nuances que chegam em tons sutis, como um cheiro de mar mais pungente, como a umidade alterada ou mesmo uma sensação absoluta de isolamento.

Paralelos

Me lembrou em alguns momentos O Iluminado, de Stephen King, na influência do local (principalmente do hotel) sobre seus hóspedes. Ninguém hospedado no Sirius Hotel permanece o mesmo após sua estadia. Não só o hotel, como a ilha, tornam-se o ponto final de várias histórias, unidas por estarem fadadas ao esquecimento.

Em alguns momentos me lembrou muito a excelente primeira temporada da série Lost, onde tudo era mistério e, conjecturas mil poderiam ser feitas. Em Sírius também podemos fazer as mesmas apostas. Perguntas surgem ao leitor enquanto reflete se a ilha é uma confluência de tristes finais, um sonho, um purgatório ou apenas um lugar estranho e macabro. Uma coisa é certa, as respostas não são dadas pela autora, até porque, elas são levadas pela tempestade.

Um lugar único

O singular nesse livro é que ele simplesmente acaba com o esquecimento geral de tudo o que aconteceu ali. Recordo de ao final me indagar se eu mesmo tinha lido tudo aquilo. Talvez a estranha mística de Sirius seja essa, capaz de afetar até mesmo o leitor.

Após a tempestade, sempre vem a bonança. O sol está lindo. As gaivotas voam alto e o céu está num lindo azul. As portas do Sirius Hotel estão mais uma vez abertas, esperando os novos hóspedes e uma leve brisa nos leva para a próxima leitura.

Falando da edição

A publicação foi feita pela Editora Skull. No livro existem falhas como mudanças no tamanho da fonte e alguns pequenos erros, que carecem de uma atenção maior dos editores. Em nada altera a leitura, entretanto.

Conclusões finais

Larissa Padro sempre nos traz suas influências e isso sempre é maravilhoso de perceber. Além disso ela mostra sua maturidade como escritora, apoiando-se e homenageando seus grandes mestres, mas mostrando que seu caminho ainda assim é único e muito particular.

Mais uma história que a autora nos presenteia. Só imagino como seu caminho ainda será longo e incrível! Quem venham mais histórias como Sirius.

Boa leitura!

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2 comentários em “Sírius, de Larissa Prado

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  1. O que mais gosto nas suas resenhas são os links que faz com outras obras. Mesmo para mim que escrevi o livro, descubro mais dele que não tinha prestado atenção antes. O paralelo com Lost me surpreendeu, pois, de certa forma não deixou de ser uma influência inconsciente. As influências inconscientes sempre me surpreendem. Grande abraço e obrigada por apoiar o meu trabalho sempre.

    1. Acho que o papel do resenhenista, de certa forma, é entender ou buscar como o seu texto me lembra de certas coisas. Acabamos obviamente por encontrar pontos em comum. Isso mostra o quanto o texto mexe com o leitor. Parabéns minha amiga!

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