Manfredo, de Lord Byron

Um livro pequeno e uma leitura densa

Manfredo, de Lord Byron, foi um desafio para mim. Publicado pela Editora Sebo Clepsidra, apesar do seu tamanho pequeno, seu texto é por demais denso.

Manfredo - Lord Byron - Editora Sebo Clepsidra - Canto do Gárgula
Manfredo – Lord Byron – Editora Sebo Clepsidra

Como sempre e para nosso deleite, as publicações da Editora Sebo Clepsidra alcançam patamares altíssimos de beleza e qualidade. Seu catálogo hoje já é uma referência ao leitor que busca não apenas o gótico puro e simples. Eles vão além entregando não só o texto, mas também análises impecáveis e profundas.

A tradução é de Antônio Franco da Costa Meirelles e as notas são de Cid Vale Ferreira. A pintura da capa é de Johann Peter Krafft.

Um homem no limiar

A leitura de Manfredo, que é um poema dramático, me remeteu demais a ideia de limiar e perfeição. Sendo o personagem dotado de inteligência e conhecimento muito acima dos humanos mais preparados, ele também se percebe em uma solitária fronteira.

Sua existência torna-se um martírio quando a morte lhe é muito pouco. Para ele o esquecimento seria um final digno, visto as culpas enormes que carrega em seu peito. Seus dramas estão em esferas muito além das imaginadas pela maioria.

Sua busca por respostas lhe leva ao encontro de seres sobrenaturais e entidades variadas. Entretanto, nem mesmo os maiores poderes de esferas inimaginadas podem dar cabo do pedido de Manfredo

Apesar de mortal, a personagem trata de igual para igual as deidades que surgem e, com raiva exacerbada, as afugenta frustrado. Seu objetivo se revela uma impossibilidade, acarretando na intensificação de sua solidão.

Sua perfeição tornou-se assim sua sentença. Pouco sabemos sobre seus crimes e erros. Paralelos são criados entre Manfredo e o próprio Byron. O texto parece ganhar contornos biográficos quando percebemos que Manfredo é um homem além do seu tempo, tal como  seu criador. 

Hoje, em plena era da informação o conhecimento é solitário, portanto imagine então na época em que Byron o escreveu! Pensando nisso me lembro de uma frase dito por um espírito à Manfredo:

“… que a ciência não é a felicidade, mas apenas a permuta de uma ignorância por outra.” 

Para mim ela mostra muito o labirinto magnífico em que autor e personagem viviam. 

Conclusões finais

Um livro para se ler e reler. Páginas com inúmeros entendimentos de diversas camadas que podem desabrochar muitas reflexões.

Lord Byron - Poeta - Canto do Gárgula
Lord Byron – Poeta

Uma leitura capaz de me fazer divagar muito sobre os dilemas apresentados. Consegui escrever essa resenha somente dois dias após esse movimento. Venha se deliciar com Manfredo, de Lord Byron!

Boa leitura! 

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