Canto do King: A hora do Lobisomem

Coluna Canto do King - Larissa Prado - Canto do Gárgula

365 dias de terror!

A análise de hoje do Canto do King é de um livro subestimado entre os leitores: A hora do Lobisomem. Publicado em 1983, a obra foi reeditada e lançada pela Editora Suma em 2017 e traz as ilustrações de Bernie Wrightson (O monstro do pântano).

A hora do lobisomem - Stephen King - Editora Suma - Larissa Prado - Coluna Canto do King - Canto do Gárgula
A hora do lobisomem – Stephen King – Editora Suma

Além das preciosas artes de Bernie, a edição conta com a colaboração de ilustradores brasileiros com artes originais num apêndice muito criativo: Giovanna Cianelli, Rafael Albuquerque, Rebeca Prado e Lucas Pelegrineti. A tradução da edição de 2017 também é nova, feita por Regiane Winarski.

A obra foi adaptada para cinema em 1985 sob o título Silver Bullet (em português saiu como A Hora do Lobisomem), dirigida por Daniel Attias e roteirizada pelo próprio Stephen King.

Nessa edição, o livro ganhou novos contornos e potencializou o horror em cada página. Vamos entender os motivos de A hora do Lobisomem estar entre as análises do Canto do King!

Uma morte a cada mês

Durante o livro somos apresentados a personagens que vivem na cidade de Tarker’s Mill e se deparam com uma horrível criatura assassina. King não nos entrega as explicações sobre a transformação do lobisomem, até porque tal criatura dispensa apresentações. O primeiro grito vem de Arnie Westrum, um trabalhador ferroviário isolado pela neve. O sangue é derramado em janeiro e daí por diante, acompanhamos o ataque da fera mês a mês.

Dividido entre os 12 meses do ano, os ataques acontecem a moradores da cidade de forma aleatória. Nem todos possuem algum tipo de relação entre si. O que conecta um capítulo a outro é a atuação do lobisomem.

King constrói narrativas curtas e objetivas. Cada capítulo funciona como pequenos contos interligados que às vezes não alcançam nem cinco páginas. Isso nos garante uma leitura rápida e muito eficaz.

A ideia de dividir cada ataque por mês do ano nos dá a noção de que a cada ciclo de lua cheia, a criatura ataca. Foi uma construção narrativa bem orquestrada com a principal característica de um licantropo: o efeito da lua cheia sobre si.

As melhores mortes

É difícil escolher os melhores meses entre as histórias. Vai do gosto de cada leitor, mas dentre todos ataques os que mais me chamaram atenção foi a morte do policial Neary, no mês de agosto.

Neary é cético, não acredita na existência de uma criatura que esteja assombrando e matando os moradores de Tarker’s Mill e quando é surpreendido pela besta em seu carro, a perplexidade toma conta. Tenta lutar, mas em vão. O policial tem uma morte violenta e rápida. A história não chega às quatro páginas, mas é intensa na medida certa de um ataque surpresa de um lobisomem.

A hora do lobisomem - Stephen King - Editora Suma - Larissa Prado - Coluna Canto do King - Canto do Gárgula
A hora do lobisomem – Stephen King – Editora Suma

Mas sem dúvida, a melhor dentre todas as mortes é a do próprio algoz da cidade, o lobisomem. O episódio acontece na última história, no mês de dezembro. O que mais me agradou nesse desfecho foi o fato de o herói ser um personagem improvável.

Marty Coslaw é paraplégico, estava na companhia do seu tio Al na véspera de ano-novo. Os dois são muito ligados e Marty comenta com o tio que espera a visita da criatura à sua casa o que de fato acontece. Marty é aquele que descobre quem é a besta, o Reverendo Lowe.

É a criança quem enfrenta e consegue neutralizar a fera, exterminando-a com um tiro de bala de prata que sai da pistola que o tio entregou à Marty assim que chegou. Eles esperavam pela fera e ela veio. Atraída por Marty.

O desfecho é imprevisível e visceral. Mais uma vez, King coloca nas mãos de uma criança (e diga-se de passagem, uma criança improvável) a salvação de todos outros personagens que vivem na cidade.

Uma história pouco explorada

O livro é objetivo, conta o que deve ser contado. Diferente das outras histórias escritas por King, não aprofunda muito nas histórias por trás de cada personagem. O que acontece está acontecendo naquele momento e ali termina. Não há saltos temporais ou mergulho no passado das personagens.

A história funciona bem com essa agilidade, entrega ao leitor o que de fato se propõe a entregar: a tensão e o terror de uma cidade assombrada pela presença de um lobisomem. É uma leitura impactante, mas que infelizmente é pouco explorada  – e até mesmo conhecida – pelos leitores de King.

Larissa Prado - Escritora - Canto do Gárgula
Larissa Prado – Escritora

E aí, você conhece as histórias por trás de A hora do lobisomem? É uma boa dica para quem procura leitura rápida e envolvente, e até certo ponto, divertida.

Espero vocês na próxima segunda-feira com mais uma análise de livro do Stephen King. Se tiver alguma sugestão, alguma obra que gostaria de conhecer melhor, diga nos comentários!   

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