Arthur Machen: O Mestre do Oculto, da Editora Clock Tower

Precisamos conhecer Arthur Machen

Para quem busca entender mais sobre o gênero do terror o livro Arthur Machen: O Mestre do Oculto, da Editora Clock Tower, é um importante adendo na sua coleção.

Foto do autor Arthur Machen
Arthur Machen O Mestre do Oculto – Arthur Machen – Editora Clock Tower

Com a tradução dos contos feita por Geraldo Campos e a organização de Denison E. Ricci, esse livro se torna uma pequena janela na vida de Arthur Machen, ainda tão desconhecido dos brasileiros.

Capítulos iniciais excelentes 

Já podemos perceber no prefácio o ótimo trabalho de edição feito ao entregá-lo nas mãos de S. T. Joshi, que é um internacionalmente conhecido pesquisador de literatura de terror e autoridade no assunto. 

Segue ao prefácio o capítulo Arthur Machen: A Biobibliografia de um Mestre do Oculto, do Prof. Dr. Edgar Indalecio Smaniotto que nos leva pelos fatos da vida (de seu nascimento ao falecimento) do mestre galês.

Algumas fotos de Arthur Machen e de locais importantes ilustram a obra, engrandecendo ainda mais o volume.

Os contos que mais gostei

Machen escreve um texto que algumas vezes não é fácil de ler, mas em vários se percebe a qualidade de suas criações. Não à toa, influenciou tanta gente. Dos contos que mais gostei, segue abaixo um breve comentário.

A mão vermelha

Posso estar enganado, no entanto vejo uma forte influência de Conan Doyle ou mesmo Edgar Allan Poe. Basicamente dois amigos encontram um homem morto e após avisarem as autoridades, iniciam uma investigação particular sobre o caso. Um desses amigos é Dyson, personagem que informalmente trabalha como investigador de casos Sobrenaturais.

Obviamente o final deste conto termina um pouco mais anormal do que os casos de Sherlock Holmes. Bem interessante e me lembrou John Silence, de Algernon Blackwood

A pirâmide reluzente

Novamente temos Dyson trabalhando com sua mente afiada em um estranho caso no interior. Suas deduções e modo de agir são bastante peculiares. Ao final, podemos apenas constatar que a verdade é um pouco mais sombria do que imaginamos.

Ao meu ver, não publicar o terceiro conto do personagem Dyson foi uma pena. Na verdade o terceiro texto é grande e talvez não coubesse no livro, dado seu tamanho, mas certamente valeria um capítulo só dele como no livro The Dyson’s Chronicles.

Ao abrir a porta

Nesse conto o horror se mostra no desaparecimento e no retorno. Entre eles há um lapso que não se explica, porém se percebe. Bem interessante perceber o personagem tomar consciência da situação.

O Povo Branco

Temos aqui um exemplo perfeito do véu que o autor explicita tanto em sua obra. Não existe um simples portal ou uma passagem clara. A transformação do real ao sobrenatural se dá através de uma sutileza tremenda. Adoro essa transição.

Segue aqui ainda o encontrar de um velho tomo ou diário – o Livro Verde – que nos dá uma real ideia de como um mundo à parte existe. O descortinar desse véu é sempre terrível e fica ao leitor crer ou não no narrador.

O pó branco

Que história! Temos aqui o relato de uma irmã que vê seu irmão aos poucos se transformar depois de tomar um estranho remédio. Impossível não perceber Machen como inspiração para H. P. Lovecraft e nesse conto isso fica muito claro para mim! Um desfecho assustador e uma das melhores histórias do livro.

O Sinete Negro

Uma das minhas criações favoritas de Machen é, sem dúvida, alguma O Sinete Negro. Aqui ele consegue misturar com maestria a investigação científica com o fato sobrenatural de uma forma absolutamente incrível! Falar mais alguma coisa pode estragar a surpresa!

O Grande Deus Pã

Não é possível terminar de ler esse conto sem estar impressionado. Lovecraft criou O Horror de Dunwich, inspirado por essa história. O mais aterrador aqui talvez seja a constatação de impotência diante dos acontecimentos narrados. Terrível e assustador é imaginar uma realidade onde fatos assim podem acontecer.

Conclusões finais

Ler Arthur Machen é importante para aqueles que pretendem entender mais sobre o horror moderno. Em seus textos, temos uma fonte ampla e variada que acabou por servir de inspiração para outros autores, não só de sua época, mas também atuais.

Arthur Machen - Escritor - Canto do Gárgula
Arthur Machen – Escritor

Após o término desse livro percebo que um véu pode sim existir entre o mundano e um sobrenatural há muito esquecido. Que mais editoras optem pela tradução das criações de Arthur Machen

Boa leitura! 

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