Floresta é o nome do mundo, de Ursula Le Guin

Certas leituras realmente nos cativam

Ao terminar de ler Floresta é o nome do mundo, de Ursula Le Guin, estava pensativo com tudo o que li. Aliás, da autora nunca tinha lido um romance. Apenas experimentei a leitura do conto Aqueles de abandonam Omelas. Ele está disponível através do Projeto Cápsula da Editora Morro Branco, mesma editora do livro.

Floresta é o nome do mundo - Ursula Le Guin - Editora Morro Branco
Floresta é o nome do mundo – Ursula Le Guin – Editora Morro Branco

A tradução foi feita por Heci Regina Candiani. É importante saber que este livro foi o ganhador do Prêmio Hugo, em 1973. Inclusive este é um dos mais importantes prêmios dado à produção de fantasia e ficção científica no mundo.

Chegamos em Floresta

O título que inicialmente pode parecer enigmático, vai sendo aos poucos entendido durante a leitura. Em um planeta alienígena chamado Athshe, completamente coberto de florestas, colonos humanos criam suas cidades e extraem a tão cobiçada madeira. A atividade madeireira exporta sua extração para a destruída Terra que está ávida por seu consumo. Ademais, grãos são cultivados nas áreas devastadas e o planeta assim também manda comida para seu planeta natal.

Entretanto este paraíso espacial já era povoado pelos athsheanos. Alguns homens costumam citá-los apenas com um apelido pejorativo: creechies. Eles são humanoides de pouco mais de um metro de altura, cobertos de pelos verdes e hábitos simples. Eles levam suas vidas em harmonia perfeita com a natureza, assim como dominam também técnicas oníricas que os humanos desconhecem completamente.

Devido a uma lei terrestre os colonizadores não podem escravizar os athsheanos. Mesmo assim eles os obrigam a trabalhar voluntariamente. Obviamente este trabalho é muito extenuante e completamente análoga à escravidão. O cenário mostra-se um barril de pólvora prestes à explodir. Podemos tirar da leitura várias reflexões incríveis sobre o que define um ser humano.

Sejam pensamentos para o futuro ou análises sobre o que foi feito no passado, assuntos como escravidão, liberdade, respeito à costumes e limites estão presentes no texto. O livro aliás é um rico manancial de perguntas e pensamentos, tornando sua leitura obrigatória, principalmente nos dias atuais.

Considerações finais

Em suma é impossível sair deste livro sem levar consigo muitas ponderações e ensinamentos. Suas 158 páginas podem nos enganar, dado o poder desta narrativa. Por isso precisamos demais da ficção científica. Ela contempla possibilidades variadas que nos fazem pensar sempre. Com suas várias histórias, proféticas ou não, acabamos sempre com a sensação de que temos o poder de permitir que aconteça ou não.

Ursula Le Guin - Escritora
Ursula Le Guin – Escritora

Certamente vou ler mais obras de Ursula Le Guin. Seu texto é sem dúvida alguma muito bom de ser lido, não somente pelos temas que aborda, assim como pelas reflexões que cria. Ademais essa resenha sai propositalmente no aniversário de morte da autora, dia 22 de janeiro. Espero que gostem.

Boa leitura!

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