Duendes – Contos sombrios de reinos invisíveis

A mescla de culturas

Duendes – Contos sombrios de reinos invisíveis é uma coletânea composta de onze contos publicada pela Editora Draco que traz histórias envolvendo duendes em diversas culturas: eslava, japonesa, latino-americana, entre outras.

O livro é organizado por Ana Lúcia Merege que não apenas escreve o prefácio, como também colabora com um conto dentro da obra. O posfácio foi escrito por Flávia Gasi e é uma análise certamente muito interessante sobre o assunto.

Duendes - Ana Lúcia Merege (org.) - Editora Draco

Os contos que mais gostei

Comentarei um pouco sobre os contos que mais me chamaram a atenção durante esta leitura. Nesse sentido, segue abaixo minha lista daqueles que mais me marcaram.

Katyusha, de Isa Prospero

Nesse conto, Isa Prospero mescla o fantástico com o contemporâneo de uma forma inegavelmente sensacional. Ela nos revela a face sombria do domovoi, da cultura eslava. O conto se passa nas Rússia dos anos 30, durante o Stalinismo. Um relato fictício, mas que poderia ser real. Me deixou de queixo caído e sem dúvidas é o meu conto favorito.

Jeremejevite, de Cristina Pezel

Cristina Pezel nos traz uma entidade doméstica voltada para elementos mais europeus. Por isso a história mostra como uma rotina familiar se vê quebrada por uma presença perturbadora. A criatura “atormenta” a mãe da família. O final é um grande soco no estômago, pois surpreende demais e te deixa chocado.

O verde e o negro, de Sid Castro

Esse texto se passa no Brasil Imperial. Um irlandês e seu companheiro duende saem da terra natal para desbravar o Novo Mundo. Eles acabam se deparando com várias criaturas do nosso folclore, além do nosso duende, o Saci.

Ao mesmo tempo em que estão em busca do mundo das fadas, o irlandês e o duende acabam se envolvendo na briga entre quilombo e coronel. Interessante a maneira como apresenta o saci-pererê.

A última criança, de Silas Chosen

Um jovem morador da periferia adentra um reino invisível, cujo monarca alimenta planos sinistros. O garoto é basicamente impulsionado pela raiva. É surpreendente a decisão que ele toma no final, mas claramente vemos o reflexo da vida rodeada pela violência e falta de estrutura que ele teve.

A noite em que quase morri, de Eduardo Kasse

Nessa história conhecemos o monaciello, duende do folclore napolitano. Gostei muito de como o autor cruzou a história de uma vampira com esse duende e além disso ficcionalizou a história do Caravaggio. Uma história muito bem construída e percebe-se que o autor claramente sabe o que faz.

Considerações finais

Em resumo, conclui-se que o livro é recomendado para quem ama se aventurar por universos fantásticos e conhecer os seres folclóricos das mais variadas culturas. Sem contar que, por se tratar de contos, a leitura flui demais.

Sendo assim, viaje por universos imaginários e contemporâneos ao lado dos duendes, mas cuidado, pois eles possuem poderes surpreendentes apesar do seu pouco tamanho.

Boa leitura!

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