Frankenstein, de Mary Shelley – Editora Zahar

Mais que uma leitura, uma reflexão 

Termino a releitura de Frankenstein, de Mary Shelley, publicação da série Clássicos Zahar, da Editora Zahar, surpreendentemente imerso em reflexões. Certamente é impossível ler este livro e não ficar impactado sobre os vários assuntos e reflexões que a obra nos traz. 

Frankenstein Edição Comentada - Mary Shelley - Coleção Clássicos Zahar - Editora Zahar
Frankenstein Edição Comentada – Mary Shelley – Coleção Clássicos Zahar – Editora Zahar

A tradução, apresentação e notas são assinadas por Santiago Nazarian para o texto de Mary Shelley e a tradução de Bruno Gambarotto, para os anexos. Vale nota para a edição que é linda com uma capa impressionante. 

Um texto eterno 

Mary Shelley não imaginava que sua criação fosse tão importante e impactasse tanto a humanidade com suas reflexões. Frankenstein pode ser lido de várias formas dada sua profundidade. 

A criatura que hoje ganhou o nome de seu criador, é vítima e algoz. Ele guarda em sua trajetória dor e sofrimento, seja dele ou dos familiares de Victor. Sua via crucis leva o leitor, jogando com seus sofrimentos e penúrias, mesmo que descrita pelos olhos de seu criador. 

Mary Shelley - Escritora
Mary Shelley – Escritora

Victor Frankenstein é o maior exemplo do cientista sem ética ou limite. Seu trabalho é um sucesso, mas ele não arca com sua responsabilidade. Sua falha inicia uma cadeia de eventos onde a culpa o afoga sem perdão. Seu ódio e medo, aliados às falhas de seu caráter são o ferro que Mary Shelley molda nesta forja de pensamentos que é esta obra. 

Quais são os limites da ciência? Até onde podemos ir sem pensar no que isso vai afetar? As perguntas que coloquei aqui são mínimas diante de tantas que podemos fazer após esta leitura. A cada releitura uma nova camada se mostra. Escolhas são renúncias. 

Considerações finais

Talvez a única falha desta edição, conforme me mostrou Beatriz Cerqueira Biscarde, que comanda o canal Espsiliteratura e fez uma resenha impecável desta obra, foi não trazer a epígrafe abaixo:

Pedi-vos ó Criador, que do barro
Fizeste-me homem? Roguei-vos
Que das trevas me elevastes?

O Paraíso Perdido (X. 743-5)

Apesar de não trazer a epígrafe, ainda assim indico demais a edição da Zahar, pois traz ao final anexos preciosos escritos pela própria Mary Shelley. Um deles, inclusive, fala sobre o famoso verão na Villa Diodati, onde Lord Byron faz o desafio para que todos criem histórias de fantasmas. Eles estavam lendo contos que agora a Editora Sebo Clepsidra lança no livro Fantasmagoriana (resenha em breve). Impossível não querer ler todos estes livros e assim, ter uma ideia do que passava nas mentes daquelas pessoas! 

Cada leitor tem uma experiência com este livro. Deixe a sua nos comentários e boa leitura! 

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