Clube da luta, de Chuck Palahniuk

A edição

O livro Clube da luta, de Chuck Palahniuk, na edição de colecionador é publicado pela Editora Leya. Além da história, nós temos o roteiro do longa-metragem de 1999 e extras como a transcrição do painel da San Diego Comic-Con 2014 e um texto da Natália Bridi.

A tradução é de Cassius Medauar, enquanto a parte do roteiro tem tradução de Érico Assis, Paulo Cecconi e Daniela P. B. Dias. A capa e o projeto gráfico ficaram a cargo de Pedro Inoue.

Clube da luta - Editora Leya - Canto Delas - Déborah Araújo
Clube da luta – Editora Leya

O enredo

A história gira em torno do narrador (sem nome), Tyler Durden e Marla Singer. Tudo começa com o narrador que frequenta vários grupos de apoio. Ele sofre de insônia e seu médico lhe indica a ver como outras pessoas sofriam com doenças muito mais devastadoras. Isto poderia fazer com que ele compreendesse que a sua insônia não era tão horrível assim.

Porém, ele entende a ideia de forma errada e passa a frequentar vários grupos. O narrador chora e se sente tão mal pelos que estão com doenças terminais, que acaba dormindo igual um bebê, até que aparece Marla Singer. Curiosamente ela está em todos os grupos de apoio que ele frequenta. É óbvio que ambos chegam à conclusão que nenhum deles tem uma doença terminal e que participam dos grupos por outros motivos.

Ele começa a odiar Marla por “invadir” seu espaço e trazer sua insônia de volta. Até que em um confronto, os dois concordam em participar separados das reuniões para se evitarem.

Surpreendentemente o que desencadeia de fato a história é o encontro do narrador com Tyler Durden, um cara misterioso e carismático, de quem ele logo fica amigo. Depois de uma explosão em seu apartamento, o narrador pede para ficar na casa de Tyler que concorda com uma condição: que ele lhe bata tão forte quanto puder. Eles gostam tanto da luta fora do bar e decidem criar o “clube da luta”.

Clube da luta - Editora Leya - Canto Delas - Déborah Araújo
Clube da luta – Editora Leya

A ficção transgressiva

Você já ouviu falar da ficção transgressiva? Ela é conhecida como um braço do terror que aborda temas tabus, como atividades sexuais, violência urbana contra a mulher, parafilias, uso de drogas e similares.

A premissa é usar a violência gráfica para chocar e, a partir do choque, criticar uma estrutura, crença ou comportamento social. Por isso, é comum encontrar, nas entrelinhas, comentários bem incisivos sobre a hipocrisia da sociedade.

O clube da luta

O livro mostra a ficção transgressiva através do consumismo exagerado do narrador, além das críticas ao capitalismo e ao governo apontado por Tyler. A narrativa é cheia de descrições de cenas violentas exatamente para chocar o leitor e criticar o sistema.

No início temos pessoas apáticas e, depois, um tipo de violência generalizada. Inegavelmente, com o crescimento do Clube da Luta, as personagens passam a “pregar” que hematomas e dores servem para lembrar que estão vivos. Assim só através da dor e do sofrimento o ser humano atingirá a glória.

Afinal, o que o clube almeja é romper com o sistema, com o que é esperado.

Considerações finais

Chuck Palahniuk - Escritor
Chuck Palahniuk – Escritor

Sem dúvida, Clube da Luta é um livro que te choca pelo enredo do final (sem spoilers) e que brinca com a sanidade mental tanto dos personagens quanto do leitor.

Afinal, não há muitos livros que nos ensinam a fazer nitroglicerina e silenciadores e ainda assim levantam grandes questionamentos sobre a sociedade.

Boa leitura!

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