É assim que se perde a guerra do tempo, de Amal El Mohtar e Max Gladstone

Uma leitura vencedora de muitos prêmios

É assim que se perde a guerra do tempo, de Amal El Mohtar e Max Gladstone, publicação da Editora Suma, foi um livro que chegou até o blog por acaso. Esta narrativa venceu simplesmente os prêmios Hugo, Nebula e Locus o que já deixa o leitor com altas expectativas sobre o livro. Para quem não sabe que prêmios são estes, eles são os prêmios máximos da ficção científica.

É assim que se perde a guerra do tempo - Amal El-Mohtar e Max Gladstone - Editora Suma
É assim que se perde a guerra do tempo – Amal El-Mohtar e Max Gladstone – Editora Suma

Greg Stadnyk assina a capa enquanto e a revisão fica na responsabilidade de Thaís Totino Richter e Adriana Bairrada. A tradução é de Natalia Borges Polesso.

Agência e Jardim

Acompanhamos Blue e Red, agentes de lados opostos, em uma guerra infinita pelo multiverso. Durante séculos elas lutam, uma pelo Jardim e outra pela Agência, para perturbar o presente, passado e futuro. As duas estão por trás de grandes acontecimentos, principalmente os que envolvem tragédias e afins. Cada ação causada por elas desdobram-se em resultados no multiverso que pode salvar ou destruir parte da humanidade.

Em um dado momento, ainda no início do livro, Blue começa uma comunicação através de cartas com Red que acaba respondendo. A princípio, se trata apenas de provocações entre inimigas, porém no desenrolar dessa troca de cartas acaba surgido um algo a mais. E é a partir daí que elas precisam tomar um cuidado triplicado porque nenhum dos seus “comandantes” podem saber o que estar acontecendo por trás de suas ordens para destruir o inimigo.

Sem ordem linear, viajamos no espaço tempo para entender como pode surgir o amor em meio há uma guerra que já dura tantos séculos, mas também vemos as consequências dessa correspondência que deveria ser apenas uma espécie de armadilha para o inimigo.

Considerações finais

Por certo uma das coisas que mais chamam à atenção é a maneira como as cartas são escritas, pois elas não são criadas com papel e caneta. As mensagens fazem parte de objetos e elas meio que absorvem as palavras. Achei incrível essa maneira diferenciada de relato.

Amal El-Mohtar e Max Gladstone - Escritores
Amal El-Mohtar e Max Gladstone

Não apenas a maneira epistolar é diferente como também a falta de linearidade é maravilhosa. As cartas deixadas de formas distintas, o encontro que não pode acontecer e a passagem de tempo deixa a história ainda mais intrigante e mexe com as nossas emoções.

Sem dúvida, uma leitura mais do que recomendada tanto para quem gosta de uma história de ficção cientifica como para quem, assim como eu, não é tão fã. Você irá se surpreender e ter um misto de emoções com essa narrativa e entender porque ela acabou ganhando tantos prêmios importantes.

Boa leitura!

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