Histórias assustadoras para contar à noite, organizado por Stephen Jones

Um recebido da Pipoca & Nanquim 

Há algum tempo recebi da Editora Pipoca & Nanquim o livro Histórias assustadoras para contar à noite, organizado por Stephen Jones. Como nossas filas de leitura eventualmente se moldam às nossas vontades, o livro ganhou sua vez. Foi um livro que não esperava receber e agradeço pelo envio.

Histórias assustadoras para contar à noite - organizador Stephen Jones - Pipoca e Nanquim

A tradução foi feita por Dandara Palankof, enquanto as ilustrações internas por Randy Broecker. A capa, por sua vez, é de Guilherme Barata

Uma coletânea de dez contos

As dez histórias que compõem o livro trazem nomes importantes como Neil Gaiman, Stephen King e Ramsey Campbell, entre outros. Abaixo listo aqueles que mais gostei. 

A chaminé, de Ramsey Campbell 

O autor consegue pegar a crença de um menino sobre a figura do Papai Noel e transformar em algo realmente assustador. Esta história é muito boa. 

Escola para os Inomináveis, de Manly Wade Wellman

Um conto digno das revistas pulp, com um final surpreendente que garante aquela sensação de um terror bem elaborado. Gostei desta história. 

A química dos fantasmas, de Lisa Morton

Um conto divertido e com um suspense muito legal. Dois irmãos, April e Matt, se juntam à procura do amigo de Matt, Benny Salazar, que havia sumido no prédio abandonado e amaldiçoado da Faculdade Broadmore. Uma instigante aventura contra o tempo, enquanto pistas dadas por um fantasma de um professor precisam ser solucionadas. Provavelmente um dos melhores contos do livro.

O homem que pintava gatos, de Michael Marshall Smith 

Primeiramente preciso comentar que este conto me emocionou profundamente. Sua poesia é algo esplendoroso e a narrativa te prende do início ao fim. Vale a leitura certamente.

Um grupo de amigos está lembrando de um deles, Tom, o mais alto de todos. Ele é desenhista e apesar de ser o mais calado, era muito tranquilo. Algo se escondia em seu interior, mas sua privacidade era intransponível. Seu destino acaba se cruzando com o do jovem Billy, que é órfão de pai e vê sua mãe presa em um novo relacionamento com o brutal Sam. Billy e Tom se tornam amigos, por aquelas forças invisíveis que vez por outra surgem e não tem explicação. O que eles não poderiam imaginar é que a violência de Sam se virasse contra o pequeno, que busca em Tom um refúgio. Não me arrisco a tecer uma só palavra, pois só estragaria a magnificência desta história.

Sem dúvida a melhor do livro disparado! Dificilmente gasto tantos parágrafos falando de um conto, então vocês já imaginam como ele me arrebatou. Dá para sentir uma pegada de Algernon Blackwood nessas linhas o que ficou ainda melhor. 

Considerações finais 

Em suma, comecei o livro e estava descrente se esta seria uma boa coletânea. Apesar de garantir histórias realmente assombrosas, o livro inicia morno e mesmo autores conhecidos passaram em branco. 

Quando cheguei na história A chaminé, a obra melhorou muito e segue assim até quase o final. Certamente a leitura de O homem que pintava gatos valeu o livro vale o livro de tão legal. Que conto soberbo. 

Coletâneas são maravilhosas oportunidades de conhecermos novos autores.  Além disso, muitas vezes percebemos que um escritor consagrado não será sequer surpreendente enquanto um outro, que você desconhecia a prosa, lhe agradará muitíssimo mais. 

A leitura tem este poder incrível de nos pegar desprevenidos e reavaliar opiniões. Conhecia este livro? Me diga aí… 

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